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Mudanças à vista
“Passa a ser uma necessidade vender também na internet. O varejista tradicional precisa começar a olhar para os outros canais com carinho. O mundo vai começar a comprar de maneira diferente”.
Diante dessa evolução, a relação entre os fornecedores, varejistas e consumidores irá passar por profundas mudanças. “Antes de comprar, o consumidor usa a internet para pesquisar os preços e as características. Isso deve levar à queda da rentabilidade dos varejistas”, afirma Marcos Gouvêa de Souza, diretor geral da consultoria. O novo canal exigirá muito da capacidade de negociação das empresas.
Neste novo cenário, outra mudança será a crescente influência das redes sociais. O boca a boca digital deverá fazer com que a internet passe a concorrer com o marketing tradicional e a mídia de massa, forçando as empresas a reverem suas estratégias de comunicação, avalia a consultoria.
Expansão
A previsão é que todas as categorias de produtos passem pela ampliação do consumo pelo mercado eletrônico. No caso de alimentos, 28% dos que não compram hoje em dia por meios digitais dizem que passarão a fazê-lo dentro de dois anos. O mesmo ocorre para eletroeletrônicos, com 21%, beleza, com 20% e com vestuário, calçado e acessórios, com 19%.
Segundo o estudo da consultoria, existe uma relação entre o PIB per capta de um país e o fortalecimento do mercado eletrônico. Quando o PIB chega a cerca de US$ 35 mil por habitante por ano, o e-commerce passa a apresentar um crescimento exponencial.
Mantido o ritmo atual, o Brasil chegaria a esse patamar dentro de seis anos, duplicando o valor do PIB atual. Foi exatamente isto que o país fez nos últimos seis anos, de 2002 a 2008, quando o produto interno bruto cresceu 1,93 vezes.
Fonte: epocanegocios.globo.com
